sexta-feira, 20 de maio de 2011

Turn me OFF.



Começo a ficar cada vez mais minimalista.
Começo a reduzir a minha vida ao básico.
Quero ser minimalista até nas relações.
Quero cristalizar-me e sentir-me independente.
Gosto de não gostar.
Gosto do que tenho e ainda mais do que não alcanço.
Sentir-me próximo do chão.
Sentir-me próximo da dor.
Ver o que quero ser reflectido num espelho mate.
Ver-me por dentro e querer ser maior.
Cair em mim sem ficar lúcido.
Cair bem fundo e conseguir respirar.
Às vezes sinto a tua falta.
Às vezes sinto a falta de sentir.
Nunca estiveste perto.
Nunca estivemos perto o suficiente para respirar o mesmo ar.
Ensina-me a ser de plástico.
Ensina-me de uma vez a respirar.
Tenta ferir-me.
Tenta ligar-me a engrenagem por favor.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O.o



RW.



Às vezes fico ancorado ao passado.
Como que involuntariamente amarrado ao que já vivi.
Coisas doces que nos marcam.
Histórias com finais menos felizes que nos tatuam.
Acho que viver trás estas coisas.
Mas creio que isto seja bom, crescer e seguir em frente.
Mas eu nunca pedi para crescer.
Eu nunca pedi para perder o que me foi querido.
Posso ser pouco coerente ao dizê-lo mas é o que me vai aqui dentro.
Queria por instantes ter um comprimido que me devolvesse sensações.
Queria poder voar numa folha de papel até ao passado.
Aquele sítio, aquele cheiro, aquela pessoa e sobretudo aquele momento.
A nossa vida devia ser adaptada à MEO.
Quero um comando que me deixe controlar de uma vez a minha vida.
Recuar àqueles dias e parar onde quiser.
Avançar quando bato de cabeça.
Apenas tomar o controlo de uma vez.
Às vezes mesmo sem querer tropeçamos na vida.
Como se ela de repente se transformasse num novelo de fios emaranhados. 
Tenho medo de me perder, acho que é isso.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Together.




Já sinto a tua falta.
Sinto que preciso de ti aqui.
Fazes-me feliz.
É difícil sorrir ao deixar-te partir.
Porque cada momento contigo é leve e doce.

Gosto de ti e gosto disso.

 « Promise me
You'll always be
Happy by my side
I promise to
Sing to you
When all the music dies »

*
« You make the sun came up on a cloudy day,
You're my number one, my special thing.
You are my every-everything. »

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Sound me.




I think I'm in love with my radio
'Cause it never lets me down
And I fall in love with my stereo
Whenever I hear that sound



segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Alucinação.



Hoje escrevo porque..

sinto falta do teu riso parvo
quero-te por perto mais vezes
és estranho mas é assim que eu te gosto
és insuportável mas não suporto a tua falta
deixaste um bocado teu aqui comigo
foi intenso e muito bom
as sombras do meu quarto chamam por ti
há demasiados quilometros de chão entre nós
quero correr contigo por aí
foi bom chorar a teu lado
sentir-te desprotegido foi como um presente
sentir-me transparente contigo foi doce
comigo ou sem mim quero o melhor para ti
 foi incrível flutuar contigo
'Hãn Hãn, Honey B!'
I like you.

' Mata-me de amor, dá-me liberdade'

domingo, 30 de janeiro de 2011

Saline.




 |How did I become so obnoxious?
What is it with you that makes me act like this?
I've never been this nasty
Can't you tell that this is all just a contest?
The one that wins will be the one that hits the hardest
But baby I don't mean it 
I mean it, I promise |


Acho que sim.
Quero apaixonar-me e ter sexo 6 vezes por dia.
Quero acordar contigo ao lado.
Preciso de estar descomprometido.
Preciso respirar nada e deixar-me andar.
Felizmente amar é perigoso. Eu gosto.
Não suporto gente fútil e pseudo-superior.
That Sucks!
Larguem essas máscaras de uma vez e aprendam a RIR.
Se ser gente é ter essa postura,
quero mais do que nunca ser cigano ou hippie.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Why?

Era suposto?

Estou
aborrecido
e
a
empurrar
as
horas
quando
devia
estar
a
tentar
contrariar
o
ponteiro
dos
minutos
!

Porque nem tudo é fantástico.
E o brutal é uma coisa muito vaga.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Shhhh.


O silêncio assusta-me pois ele grita-me a verdade.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Real.


Estou entusiasmado
Parece que é amanhã
Mas amanhã ainda parece muito fundo
Tomara que seja mesmo amanhã
Se for amanhã mesmo vou sorrir
Se não for amanhã sorrio na mesma
..afinal tentei.


Far away
The ship is taken me far away
Far away from the memories
Of the people who care if I live or die
Starlight
I will be chasing the starlight
Until the end of my life
I dont know if it's worth it anymore
Hold you in my arms
I just wanted to hold
you in my arms

Fake.



This is the way you left me
I'm not pretending
No hope, no love, no glory
No happy ending..

Há dias em que nos sentimos flutuar
Como se a alma nos saísse para fora
Ficamos expostos e frageis..

Mesmo quando sabemos que está tudo bem
Vamos a baixo e sentimos-se caír na terra
Como que acordados de um sonho bom
Porque muitas vezes, o que vivemos é bom mas não suficiente..

Sentimo-nos como que manipulados
Com vontade de sorrir mas a face não responde
Somos marionetas nas mãos de alguém que não conhecemos
Queremos libertar-se mas é impossível..

Se por vezes somos fortes e conseguimos sorrir na dor
Outras vezes somos dementes e nem conseguimos sorrir com o bom
Talvez seja ingratidão ou descontentamento
Ou apenas estejamos a fazer aquilo para que estamos programados, ser humanos..

Quero experimentar uma vida nova
Quero tocar um outro planeta
Quero viver dentro de uma bolha de sabão
Quero voltar a sorrir por fora mas por dentro também.


Porque.



Acho q estou de volta.
Quero fazê-lo e voltar a canalizar parte de mim pra isto.
Ando meio vazio, apenas a empurrar os dias e a fazer força pra que eles não passem simplesmente.
Sinto falta do que já fui e tenho medo do que vou ser.
Quero ter alguém e não tenho.
Amar tem sabor?
Já não me consigo lembrar..
Sinto falta do que perdi, e quero muito recuperá-lo.
Hoje vivo o que à algum tempo ambicionei, mas não me faz sorrir.
Querer sempre mais começa a magoar-me, começa a ferir-me como arame farpado.
Quero quebrar regras e impôr-me.
Quero que me respeitem como sou.
Quero, mais do que nunca, ser vulgar.


Preciso encontrar o meu próprio livro de instruções.


sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Let you Go.



Há músicas que nos elevam a estados de espírito deliciosos.
Existem também estados de espírito que nos derrubam e nos fazem sentir a cara no chão.
Sentimos o que não queremos.
É como quando lutamos muito por algo e no final aquilo que tanto queriamos nos magoa.
Leva-nos o sabor da ferrugem à boca. Acho que é a isso que sabe a derrota.
Gostar é bom, amar é ainda melhor. Relacionar-se é quase impossível.
Pra quê subir se inevitávelmente se cai?
É como querer cortar os pulsos só porque depois vai sarar.
Não faz sentido amar.
Porque não conseguimos ser mais básicos no que respeita a sentimentos?
Serei eu o único idiota que não está programado para amar e ser amado?
Preciso de tudo o que não tenho.
E não valorizo o que tenho.
O que se passa comigo?
Começo a odiar-me.
Mas choro, ainda sei chorar.

Grita-me antes que comece a deixar-te partir.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Fashionism.


Sinto que estou numa fase em que a moda me hiper-cativa.
Mais do que habitualmente fico horas a assistir Ftv.
Viajo e aprecio cada criação.
Fico extasiado com as grandes marcas e sobretudo com o espectáculo que é a moda.
É delicioso ver manequins em saltos exorbitantes.
É fantástico ver superproduções de cabelos.
Vestidos de tirar o ar.
E trends de tirar o coração pela boca.
É realmente um mundo de cinco estrelas.
Cada desfile é uma obra de arte.
Pernas grandes, caras perfeitas, maquilhagem estupenda.
Boa música a ritmar cada passo do dificílimo catwalk.
Quem nunca se imaginou pegar naquele micro adornado a strass dizendo:
' Helloooo Fashion Tv! '
?
Observar aqueles manequins com os seus 19 aninhos.
Com boas pernas, a usar calções Dsquared2 e a pegar boas malas de pele.
Ares desinteressados. Olhares intensos. Gente gira a sério.
Grandes festas com bom vodka Michel Adam.
Música alta, alcool de luxo e Chanel a passar à tua frente.


A 9 de Setembro de 2010, pelas 22.56H posso dizer:




Fashion is my Obsession *


sábado, 28 de agosto de 2010

HighSchool


Está quase a chegar o dia.
O dia 13 de Setembro quando vou finalmente saber se consegui entrar na faculdade.
É chato esperar.
Tento controlar-me mas começo a fazer planos involuntáriamente.
As expectativas aumentam.
O positivismo está ao rubro.
Eu quero muito e vou conseguir entrar.
Sinto-me ingenuo até.
Já tenho padrinhos.
Já comecei a conhecer futuros colegas.
WAW!
Sinto-me precocemente um estudante universitário.
E isto é mau.
Não quero bater de cara no chão.
Esforcei-me para conseguir isto.
Espero não me desiludir e sobretudo não desiludir os outros.
Espero que seja este ano finalmente que use um traje.
Espero que seja este ano finalmente que pague bilhete estudante na queima.
E espero sinceramente que não me cortem o cabelo nas praxes.
Obrigado a quem me apoia.
E quem me tenta mandar a baixo : FUCK!


sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Water.



Comecei a explorar aquela coisa líquida.
Acho que H2O é o termo correcto.
Sempre a utilizei moderadamente apenas com fins úteis,
mas com este calor rendi-me e resolvi entrar nela como lazer!
Não sei nadar, não é novidade para ninguém.
Demasiada água intimida-me. O ficar submerso assusta-me.
Mas com a paciência de uma amiga e uma piscina quase privada decidi arriscar.
Peguei numa boia e lá fui eu. Parecia um puto de 8 anos!
Nem quis saber atirei-me e por lá andei imenso tempo.
Deixei-me flutuar, relaxei, mexi as pernas, dei umas braçadas.
Como é obvio não aprendi a nadar, mas surpreendi-me a mim mesmo!

Foi giro.
Qualquer dia torno-me um nadador profissional.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Dummy.



Estou esgotado.
Sinto que a vida está a tornar-se chata.
Quero voltar a ser livre.
Quero libertar-me de mim mesmo.
Preciso abrigar-me de tudo isto.
Vou fugir do vazio.
Sinto-me imune ao mundo e não gosto disso.
Vejo os meus sentidos adormecidos.
Tenho os sentimentos inactivos.
Sinto falta de vida.
Os dias passam-me ao lado.
O dia-a-dia escorre-me entre os dedos.
Preciso acreditar não sei em quê.
Quero continuar.
Preciso de combustível.
Sinto-me sensível.
Como que a armazenar o bom e o mau.
Trago atada a mim a repetição.
Quero experimentar mais.
Sentir o novo.

Quero amar como dantes.
Quero sobretudo querer.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

OO.



You talk about life, you talk about death,
And everything in between,
Like it's nothing, and the words are easy.
You talk about me, and you talk about you,
And everything I do,
Like it's something, that needs repeating.
I don't need an alibi or for you to realize,
The things we left unsaid,
Are only taking space up in our head.
Make it my fault, win the game
Point the finger, place the blame
It does me up and down,
It doesn't matter now.
'Cause I don't care if I ever talk to you again.
This is not about emotion,
I don't need a reason not to care what you say,
Or what happened in the end.
This is my interpretation,
And it don't, don't make sense.
The first two weeks turn into ten,
I hold my breath and wonder when it'll happen,
Does it really matter?
If half of what you said is true,
And half of what I didn't do could be different,
Would it make it better?
If we forget the things we know.
Would we have somewhere to go?
The only way is down, I can see that now.
It's really not such a sacrifice

sábado, 24 de julho de 2010

Complexidade.




Momentos pequenos e deliciosos.
São estes que tornam a vida melhor.
Aquela força que nos faz seguir em frente.
Mesmo quando chove lá fora.
Quando nada nos levanta do chão.
Porque insistir dói.
Porque tentar também magoa.
O receber o perdão que muitas vezes nem merecemos.
Ser feliz é dificil.
Ser gente é complicado.
A vida não espera por nós.
Avança como um comboio atrasado.
Passando até por cima do que somos.
A vida é impaciente e não deixa lugar a arrependimentos.
Cospe-nos o rosto e mal trata-nos.
Torna-nos lama e lixo.
Temos de ser verdadeiros Deuses.
Temos de gritar e exigir.
Temos de chorar e rir.
Temos de bater de frente e insistir.
Resolver aos poucos o puzzle que somos.
Temos tudo tendo apenas o vazio.
Não temos nada quando estamos recheados de tudo.
Viver é isto mesmo.
Não é bom nem amargo.
Mas eu gosto.


" E a vida não é existir sem mais nada
a vida não é dia sim, dia não
é feita em cada entrega alucinada
pra receber daquilo que aumenta o coração "
                                                Mafalda Veiga

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Cage.




A vida é uma jaula que nos prende e impede de voar...


" Se o amor fosse como um lugar a salvo
Sem medos, sem fragilidade " 
                                                           Mafalda Veiga